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DA FALTA DE ABRAÇO

DA FALTA DE ABRAÇO

esbaforidos desejos em tempo de viver

a antimortandade em escondido compreender

sentido na vontade de correr pras malas

e não conter as asas de voo e de prazer

 

lavado olhar escorre em ressecado tempo

mistérios de interiores em mapas astrais

agrega aroma em conto enluarado

nas arcas sementeiras de edelvais

 

ao encontrar e atiçar receios

sutil é a forma de esculpir as artes

tormenta revolvendo o próprio espelho

e lábios memoriais que se repartem

 

há valsas de acordar cidades invisíveis

e a vez de um tempo a descontar ausências

acordes fervilhando em peles vivas

compõem em mãos centelhas de desenhos

 

nos temporais em vozes emendadas

no andar da noite em vendaval lamento

é abrir-fechar de portas lapidadas

comum esforço em longo experimento

 

em ondas de amor tinto estão os barcos

que alinham rotas em portais de espera

em tanto entardecer poesia pura

aonde os lagos que carregam velas?

Marilice Costi é Prêmio Açorianos Poesia – 2006, escritora, arteterapeuta, arquiteta e urbanista. Ministra Oficinas.

Poema de setembro de 2008.        Copyright@MariliceCosti_2008

1 comentário

  1. Cristina Macedo
    added on 2 Ago, 2020

    MARILICE, TU MÚLTIPLA, ACABAS DE ME SURPREENDER COM TUA PENA DE ESCRITORA, DE POETA (“MULHER PONTO INICIAL”, ‘RESSURGIMENTO”), E COM TUA PENA DO HUMANO PADECENTE, QUE CONHECI ATRAVÉS DE TEU DEPOIMENTO NO LIVRO “COMO CONTROLAR OS LOBOS?”
    PARABÉNS à MULHER E à ARTISTA!

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