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Prêmios

2014 – PRÊMIO BRASIL ECONOMIA CRIATIVA

Categoria: Mídia Impressa – Finalista

Título: O Cuidador – Orgulho de Ser ( finalista)

Promoção: Secretaria da Economia Criativa – Prêmio Brasil Criativo – São Paulo/SP

2006 – PRÊMIO AÇORIANOS DE LITERATURA 

Categoria: Livro anual de poesia

Título: Ressurgimento

Este delicado livro possui em cada página versos que podem ser considerados independentes do conjunto que forma cada um dos dois capítulo.

Tudo teve início enquanto Marilice escrevia sua dissertação de mestrado. Uma avezinha – calopsita – lhe fazia companhia ao lado do computador durante muitos meses.

A ave adoeceu e perdeu força nas patinhas, enquanto cobria a pele de feridas. Quando Marilice passava perto da gaiola, ela se erguia para vê-la e depois tombava. Isso ocorreu durante muitos dias até que, percebendo que o afeto prevalecia à tanto sofrimento, foi preciso sacrificá-la. 

Foi quando surgiu o poema do capítulo 1 – Sombras, escrito em poucas horas, num fluxo contínuo regado a choro. Alguns dias depois, o capítulo 2 – Aurora. O reequilíbrio, o final de um luto. 

O livro é da Coleção Sempre Viva da Academia Literária Feminina do RS. Adquira-o aqui.

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2005 – CONCURSO “HISTÓRIAS DO TRABALHO”

Categoria: Vivências

Título: A memória não tem cupim

Quando Seu ZD recebeu o título de Cidadão Honorário da cidade, prometeu e cumpriu: escola até a universidade para o filho do empregado que se destacasse nas notas escolares e auxílio para compra da casa própria ao melhor operário. A competição era estimulada. Era a década de 60, a empresa estava no auge.  

Lúcia era menina e passava grande parte do dia no interior da fábrica, escrevendo, conversando, fazendo contas numa calculadora de manivela, escrevendo na máquina elétrica italiana de seu pai, ouvindo o barulho do telégrafo, do mimeógrafo imprimindo as folhas do livro contábil em papel sedoso e translúcido, devidamente encadernado para o arquivamento legal. O telefone de mesa com bocal tinha campainha estridente. Para fazer ligações, era preciso girar manivela e pedir à telefonista. E aguardar na fila… Tempo das manivelas… Um tempo mais lento que o de hoje, tempo de informática e globalização. Os relógios eram de corda, assim como os despertadores, distribuídos em quantidade pelos recintos da fábrica. Durante  a noite, tocavam em horários diferentes para o guarda ir desligando. A mecânica para fazê-lo ficar acordado. Ou pelo menos era o que o empresário esperava.

Promoção: Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura Municipal de Porto Alegre

2005 – CONCURSO IPDAE
Categoria: Poesia

Título: A mídia é real?

imagens de falsos mitos/ aves e insetos, ritos/ aviões e granadas, gritos/ são apenas o que se vê voar/de verdade?

pés cansados/ de longos dias na estrada/ de melancólica/filosófica verdade sou/ cúmplice de alarido e de dor

sou camadas seculares/ de ser e ver e fazer/ vida e morte/ somos verdade?

só o poema é Ícaro/sem tanto medo.

2000/2001- CONCURSO “POEMAS NOS ÔNIBUS”

Categoria: Poesia

Título: Ponto a Ponto

continuo uma artesã/ remendo notas diárias/ filigranas de ouro puro/ da partitura sem ária

cacos de pura argila/ amolecendo entre lágrimas/ são moldes pro meu futuro/ quando viro barro duro

Promoção: Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura Municipal de Porto Alegre

1997 – CONCURSO “HISTÓRIAS DO TRABALHO”

Categoria: Poesia

Título: São muitas as cigarras

no gramado/formigas bifurcam caminhos/perseverantes/colhem folhas, galhinhos, torrões

no palácio/homens bifurcam papéis/conspurcam ideias/colhem votos, propinas, milhões

nas calçadas, homens recolhem papéis/como formigas.

Promoção: Secretaria Municipal da Cultura – Prefeitura Municipal de Porto Alegre

1994/1995 – CONCURSO “POEMAS NO ÔNIBUS”

Categoria: Poesia

Título: Seres Paralelos

esta mulher/ companheira de viagem/ lê um livro esbugalhado/ mal sabe que a observo/ atrás dos óculos

empática/ dor feminina/ regurgita em seu semblante/ atento à oração a São Francisco

em nossas marcas humanas/por que só o banco do ônibus nos une/ se ele nos leva juntas?

Promoção: Prefeitura Municipal de Alegrete/RS

1995 – CONCURSO “HISTÓRIAS DO TRABALHO”

Categoria: Conto

Título: …O tempo tem tanto tempo, quanto tempo o tempo tem.

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Promoção: Prefeitura Municipal de Alegrete/RS

1984 – CONCURSO NACIONAL MÁRIO QUINTANA

1º lugar

Categoria: Conto

Título: Convite para missa de 7º dia

A Renascença vai chegar. Logo vão passar essas crises. A História se faz em ciclos, não em décadas. Assim como o tempo, muitas histórias sumiam naquele pequeno lugar onde obras de misturavam a livros de Medicina, ao arquivo dos exames dos clientes, a um ar-condicionado que ela nunca vira funcionar, a uma escrivaninha que dividia o espaço médico-paciente. Ele sentava numa cadeira que ela não lembrava o tipo, pois seus om­bros largos, ocupavam todo o encosto. Dali, ele a olhava sobre os óculos, daquele pequenino que parece faltar metade de cada lente, deixando-a com o sentimento desvelado, o inconsciente desvencilhado, enquanto sorria com seu uniforme branco, onde todas as cores refletiam. Estás linda, tens um sorriso lindo! Nunca vou entender… 

Promoção: Prefeitura Municipal de Alegrete/RS

Nota: Em 1988, o conto foi publicado pela EDIPUCRS  na antologia Contos de oficina 3. (Antologia).

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