Ressurgimento – Prêmio Açorianos 2006

Ressurgimento – Prêmio Açorianos 2006

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Descrição

Ressurgimento é um livro composto por dois longos poemas, que podem ser compreendidos independentemente a cda página.

“Eu tinha uma calopsita e fiquei muito triste quando ela morreu. Ela me acompanhava ao lado do computador, durante o meu mestrado”.

Marilice a viu adoecer, ficar cheia de feridas, perder a força nas patas, mas parecia resistir. Impossível não sofrer com a dor de quem lhe dera tantas alegrias. “Quando eu passava perto da gaiola, ela se erguia para me ver. Que dor teria para fazer esse esforço?” Não havia o que fazer. Ela morreu. Foi quando Marilice escreveu a primeira parte do livro: “Sombras”.

Como sempre, Marilice utiliza sua resiliência e sai do luto poucos dias depois. Foi  quando escreveu em um novo fluxo o que se tornaria a segunda parte, que chamou de “Aurora”.

Texto pronto, compôs o livro. Utilizou imagens que já possuia para a capa e para a ilustração na abertura dos capítulos.

O singelo livro foi o nº 3 da Coleção Sempre-Viva da Academia Literária Feminina do RS. Projeto desenvolvido com Teniza Spinelli, deveria ter simplicidade nas capas, possibilitando que apenas na contracapa houvesse imagem. A cada gênero da literatura, as cores seria alteradas.

O livro concorreu e foi contemplado com o Prêmio Açorianos de Poesia de Porto Alegre em 2016, o livro de poesia do ano.

ISBN: 85-87455-97-4

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OPINIÂO DE LEITORES

Marilice: Terminei de ler agora. para resumir: lindo livro. A música das palavras, no seu poema, é soberba.

Mario Alves Coutinho, escritor e tradutor,  Belo Horizonte/MG

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Li teu “Ressurgimento” como quem mergulhasse numa catarata. É sôfrego e desnunado. Parabéns ao júri. Como dizer-se assim, é um arrancar as vestes, pentear-se com facas. Corajoso teu livro. Pequeno punhal. O cabo, haste  de flores. Teu livro dói. Às vezes o cotidiano comparece um pouco intruso. Cômico, mendigo permitido na ópera. Livros assim são um espanto. Se o umbigo da arte é o assombro, o corpo do teu livro se impõe ao vento, ao silêncio, joga-se contra as paredes do cotidiano, e dane-se quem  não quiser ouvir seu grito.

Luiz Coronel, poeta e publicitário, Porto Alegre/RS

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Recebi teu material. Gostei mesmo. O que vou transcrever achei simplesmente FANTÁSTICO: “Toco em feridas/que abrem e fecham/digo abre-te-sésamo/ e encontro tesouros”. Guria, fazia muito tempo que não aprendia tanto com tão poucas palavras… sacada de mestre (e de quem sofreu, é ou não?)… esse foi um lampejo divino teu…

Ivaldino Tasca, jornalista, Passo Fundo/RS

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Tendo como analogia, a vida e morte de uma calopsita, a autora faz uma trajetória dialética entre sentimentos opostos: ombras, etapa dolorosa e Aurora, quando dá fim ao sofrimento e decide voltar à alegria. Quando retorna à infância onde os amigos foram feitos, a felicidade é encontrada e sustentada até a última inevitável das mortes. De profundo humanismo, a autora domina a técnica da forma, da melodia e do lugar incomum e, com notável sensibilidade, instiga rompendo paradigmas. A escritora se revela num “ fluxo contínuo” , imprime um ritmo agitado e sem pausa, como a necessária isomorfia ao tema, recurso fenomenológico denominado “ noese” por Husserl. A inclusão do feminino está na natureza partícipe de vida e morte, berço e túmulo, útero e colo, e leva o leitor a identificar-se com o sentimento universal e poético, expresso num movimento lírico-dramático de versos pulsantes.

Theresa Medeiros, escritora, Porto Alegre/RS

Informação adicional

Peso 0.150 kg
Dimensões 18 × 15 × 8 cm
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